26 de setembro de 2010

A garota do lago

Autora : Danny Soares

Em todos os anos de minha vida, aliás de nossas vidas, temos uma pergunta, indecifrável. Como é a morte ? beem... hoje eu sei como é, descobri do pior jeito, na prática.
Não em lembro muito bem como foi, minhas memórias desse dia quase não as tenho, mais posso lhes contar o pouco que lembro .
Era 22 de Julho de 1732, local, o lindo lago a alguns metros da casa de meu avô . Nesse dia não me lembro muito dos fatos, apenas o que senti não pude esquecer.
Três  dias antes .
- Ola senhora Fhortman , a Vick está ? -  eu estava no meu quarto, mais reconheceria essa voz, a quilómetros de distância, era a voz gritante da minha única , e por concequência, melhor amiga .
Desci alguns degraus, e fui até a cozinha, avistei ela, - Caramba! o que ela esta fazendo aqui ?  é férias, de verão por sinal, era pra ela estar na casa dela, curtindo as coisas dela e não na minha! - pensei comigo mesma.
Eu não gostava de visitas, anda mais quando eu estava toda desarrumada na minha cama e tentando arrumar toda a bagunça acumulada desde o inicio do ano. Ainda mais visitas de amigos, que já era raro, ja que eu só os tinha na escola.
Ah, é você Kler , o que faz aqui ? - disse parecendo ser gentil, mais por algum motivo nem eu tinha me convencido com aquele sorriso simpático que dei depois de pronunciar as palavras.
- Bem, eu encontrei seu pai a alguns dias fazendo compras, ele me disse que vocês vão viajar para casa de seu avô no norte dos Estados Unidos nesse final de semana, então ele me convidou, ! - aiai tinha que ser meu pai, ele acha que eu sou nova demais pra me refugiar em livros da biblioteca, por isso faz questão que eu fique na companhia de amigos - pensei rapidamente, sacudindo a cabeça, - então- Kler continuou seu discurso... - eu vim para que pudéssemos organizar nossa viagem com ante cedência.
- Kler, estou ocupada arrumando minhas coisas agora, você pode organizar o que quiser, depois você me passa sua agenda, ok ! - agora eu estava usando uma coisa que eu não gostava de fazer, para me livrar de uma coisa pior ainda.
Subi as escadas, sentei na ponta da minha cama, ainda podia ouvir Kler la em baixo  conversando com minha mãe sobre coisas desinteressantes, podia entende-la , a mãe dela não se importava com ela, nem com ela nem com os outros quatro irmãos, nossa! como pode alguém ter tantos filhos.
Não demorou pra eu soltar um bocejo, tirei uns cds sobre a cama, e deitei.
- Vick, Viiick ...- ouvi uma voz que parecia estar em meus sonhos.
Abri os olhos temendo que ja fosse manhã, meus olhos recusavam-se a abrir e eu até preferia assim.
-Já esta tarde! - agora a voz estava clara, afinal eu ja estava acordada, apesar de tentar fingir que não.
-Droga! é hoje, - eu gostava de ir todas as férias de verão á casa de meu avô, era bom poder vê-lo, mais quase sempre era intediante, se não fosse pela única distração, um lindo lago a alguns metros da casa .
Minha visão ainda estava embaçada e meu corpo doendo, como se tivesse levado uma surro, eu tentava ver as horas no relógio na parede a alguns metros, impossível ! meus óculos estavam longe demais, para alcança-los, desisti, levantei da cama, e fui pega-los.
Estava atrasada, olhei pela janela do meu quarto e vi meu pai la em baixo colocando as malas no carro, Kler ja estava arrumada e de pé e parecia que á muito tempo.
Longo caminho, Kler falava sobre coisas e mais coisas, nas quais eu nao fazia questão de prestar atenção, depois de um tempo que mais pareciam anos eu avistei alguns pinheiros, com algumas folhas secas por causa do forte calor, não era que nem onde eu vivia, no sul, mais era lindo, mais a frente o lago,  grande e quase transparente com certeza se eu chegasse mais perto daria para ver os peixes, era tão imenso que era meio impossível de ver onde acabava.
Desci do carro com pressa
- Vôo ! olá, como o senhor. - esta era realmente a melhor parte da viagem , ver meu avô de novo .
- Leve suas coisas lá pra cima - disse meu avô .
Coloquei minhas coisas no quarto de sempre, não tão limpo. Eu não podia culpa-lo ele era sozinho, fazia tempo que minha vó ja não estava entre nós, e ele teria de dar conta de tudo.
Aquela tarde passei mais tempo dentro de casa do que fora, arrumando minhas coisas, e tentando dar atenção á Kler que não parava de falar um segundo se quer.
A noite tinha chegado, Fiz questão de dar o lugar de cima da beliche a ela, queria evitar que ela falasse, sua voz irritante, durante a viajem havia se tornado insuportável. 
Um feche de luz passou entre as cortinas, iluminando nosso quarto, desci da cama e olhei pela janela, era a lua , fiquei por alguns instantes em êxtase, apenas apreciando, a lua estava cheia, e dava um efeito lindo ao iluminar o lago, quase que o tocando-o.
Desci para poder apreciar melhor, havia uma passarela, quase que uma ponto, sentei na beirada, descalça molhando as pontas dos meus dedos na água, ja passava de meia noite, mas o sol demoraria a nascer.
Tentei molhar mais meus pés na água, e então, cai ...
Eu não sabia nadar, e nunca fizera questão disso, a água era fria e gelava meu corpo, deixando-o quase dormente, tentei me apoiar na ponte onde estava sentada, mais era alto demais, agora já não sentia minhas pernas quase que formigando, e elas pareciam pesar, meus braços escorregavam, algo me fasia afundar inconscientemente na agua, e eu me afastei de onde estava, tentava respirar , e sentia agua entrando pelas narinas,  já não sentia nada,  apenas meu corpo indo cada vez mais para o fundo, e então me vi cercada por uma escuridão extrema e profunda .


4 comentários:

Thacio disse...

nossa, legal adorei o conto *-*
continue assim

-Magalha! disse...

Legal, o afogamento foi bem narrado, mas a morte foi boba ¬¬'

dudu disse...

o conto e bem legal mas ela morreu de um jeito meio
chato

Danny sooh . disse...

Ahh , oks ! obrigada pelas sugestões, (:

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